Como adaptar o ensino aos novos perfis dos alunos na era digital?

A sala de aula tradicional já não atende plenamente às expectativas e necessidades do novo perfil dos alunos, que por sua vez, buscam formas de ensino com um maior grau de auto-aprendizagem, dinamismo e interatividade.

O Ensino Híbrido, uma abordagem pedagógica que combina atividades presenciais, online e offline, acompanha essa evolução da “era da informação” e apresenta características que o faz interessante aos estudantes familiarizados com a tecnologia, fomentando o dinamismo e o aumento pela busca do conhecimento por parte dos alunos.

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Diante dessa nova forma de ensino, o foco das instituições deve estar na aprendizagem envolvendo informação, inovação e flexibilidade. Assim, o ensino deixa de ser somente a transmissão de conteúdo professor para aluno, mas passa a estimular a criação de conteúdo por parte dos próprios alunos (projetos, atividades, gameficação, discussões, etc), levando em conta o processo de aprendizagem de forma individual.

Outro ponto a ser levantando é o crescimento de cursos da modalidade de ensino EAD no Brasil. Recentemente, o MEC divulgou mudanças na regulamentação de cursos superiores em EAD, o que flexibiliza a oferta dessa modalidade de cursos por Instituições de Ensino Superior (IES). “Em cinco anos, uma IES poderá ter mais unidades que a Kroton, que tem 900 polos”, diz Cesar Silva, presidente da Fundação FAT.

Apesar do aumento do número de cursos EAD e da flexibilização das regras, as instituições de ensino superior ainda encontram dificuldades para adaptar seus cursos (que envolvam tecnologia) à essa modalidade de ensino.
Exemplificando, hoje o número de cursos de graduação ofertados na modalidade EAD é de 2.400 porém, apenas 139 desses cursos, atendem as áreas de engenharia.

A principal “pedra no sapato” das instituições, e que pode ser a causa desse baixo número, é a dificuldade em realizar as atividades práticas dos cursos de cunho tecnológico, que normalmente são feitas em laboratórios através de equipamentos físicos desenvolvidos exclusivamente para fins didáticos.

Mas aí vem a pergunta: Por que não utilizar das aulas presenciais, realizadas nos polos credenciados, para os alunos desenvolverem essas práticas?

E a resposta é única: o CUSTO.

Laboratórios de cursos que envolvem tecnologia são específicos, possuem equipamentos caros e demandam altos investimentos. Imagina se as instituições tivessem que montar um laboratório para cada curso, em cada um dos polos espalhados pelo país, para que os alunos pudessem realizar essas práticas? Inviável não é mesmo?

A boa notícia, e que pode ser um passo decisivo para a rápida ampliação dos cursos de engenharia em EAD, é o desenvolvimento de um Laboratório Interativo Virtual, o LiveLAB, que resumidamente virtualiza o laboratório físico e real e permite o acesso, através de computadores, de alunos e professores em qualquer lugar, para realização de aulas práticas. Hoje no mercado, já existem soluções para práticas com softwares de simulações porém, o que o LiveLab oferece é a prática em equipamentos reais, com respostas reais, o que o torna um grande diferencial na formação dos futuros profissionais.

A empresa CyberLearning, desenvolvedora do LiveLAB, já está realizando parcerias com instituições de ensino (IFSP, Centro Paula Souza, SENAI PR e PUC Minas) para testes com a nova solução. O sistema vem sendo testado por alunos e professores de cursos profissionais tecnológicos em EAD. O objetivo dessas parcerias é validar o Laboratório Interativo Virtual e apresentá-lo a outras instituições de ensino, que já possuem cursos de tecnologia em EAD ou que pretendem abrir novos cursos.

Quer saber mais? No site da empresa, você pode solicitar uma aula demo no LiveLAB. Basta acessar e preencher o formulário:  www.cyberlearning.com.br

 

Referências:

Portal Ministério da Educação. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/>. Acesso em 30 de outubro de 2018.

A Tecnologia no ensino: Implicações para a Aprendizagem. Organizadora: Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly – São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.

Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Organizadores: Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani. – Porto Alegre: Penso, 2015.

 

 

 

Escrito por exstotecnologia

A Exsto Tecnologia atua no mercado educacional, desenvolvendo kits didáticos para o ensino técnico e tecnológico, nas áreas de eletrônica, elétrica, automação, telecomunicações, energias renováveis e outros.

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